Empresa promete mandar pets para o céu. E não tem nada a ver com religião - Pet é pop
  • Empresa promete mandar pets para o céu. E não tem nada a ver com religião

    Em janeiro deste ano, após uma luta contra a diabetes, o gatinho Pikachu morreu. Seu dono, Steve Munt, morador de Portland (EUA), cuidou para que o pet fosse cremado. Com a convicção de que o gato merecia uma homenagem mais condizente com os anos de amor e devoção, Munt resolveu mandar pelo menos parte das cinzas do bichano para o espaço.

    Hoje isso é absolutamente possível, mas não é uma empreitada barata. Para conseguir a verba necessária, Munt iniciou uma vaquinha no site Go Fund Me. Sua meta é conseguir US$ 5.000 (cerca de R$ 19,6 mil). Até a conclusão desta reportagem, havia conquistado US$ 2.110 (R$ 8.300).

    Pikachu/GoFundMe

    Com o que já arrecadou, está perto de atingir o preço mínimo cobrado pela empresa Celestis Pets, com base em Hoston, mesma cidade que abriga a Nasa. Por US$ 2.495 (R$ 9.800), Munt pode mandar os restos de Pikachu passear em um voo suborbital.

    Nesse serviço, uma porção das cinzas é acomodada em uma pequena cápsula e colocada em uma aeronave que pratica esse tipo de voo, junto com possíveis passageiros e outras cargas. Depois de experimentar a gravidade zero, a cápsula é devolvida ao dono, junto com um certificado e a inclusão do animal no memorial virtual que a empresa criou.

    Se chegar à meta que estipulou, Munt pode ir além e comprar o pacote que leva as cinzas até a órbita terrestre, onde a Celestis mantém uma espaçonave. A cápsula permanecerá no interior da nave até que reentre na atmosfera, quando irá virar vapor. Essa homenagem sai por preços a partir de US$ 4.995 (R$ 19.650).

    Celestis Pets

    A Celestis oferece ainda dois pacotes ao preço individual de US$ 12.500 (R$ 49 mil). Um deles promete levar as cinzas até um cantinho que a empresa promete erguer na Lua. O outro é ainda mais ambicioso: lança a cápsula no espaço profundo, e as cinzas viajam eternidade adentro.

    Se conseguir arrecadar o dinheiro necessário, Munt será o dono do terceiro pet que a empresa coloca no espaço. Já subiram os cães Apollo e Laika. Esta última tem o mesmo nome da cachorrinha russa que foi o primeiro mamífero a viajar no espaço e que fritou ao reentrar na atmosfera terrestre, em abril de 1958.

    Apesar de o serviço para pets ser relativamente recente, a Celestis envia restos humanos para o espaço desde 1995. Segundo a empresa, os pacotes para animais de estimação decorrem de uma demanda de seus usuários.

    Assim como o Uber, a Celestis Pets não tem frota própria. Para mandar cinzas ao espaço, pega carona em missões de governos, cientistas e iniciativas comerciais civis. A próxima viagem desse tipo está programada para julho deste ano. Mesmo sem comprar um pacote, é possível acompanhar o calendário de lançamentos.

     

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